Em matéria publicada pela Band, o urologista Dr. Ailton Fernandes abordou algumas das principais dúvidas relacionadas à vaginoplastia em mulheres trans. A reportagem apresenta informações sobre planejamento cirúrgico, diferenças entre técnicas, profundidade, sensibilidade, dilatação e acompanhamento pós-operatório.
A vaginoplastia é uma cirurgia de alta complexidade e não deve ser compreendida como um procedimento único ou padronizado. Cada paciente apresenta características anatômicas, quantidade e qualidade de tecidos disponíveis, histórico clínico, expectativas e necessidades diferentes. Por isso, a avaliação individual é uma etapa fundamental do planejamento.
Por que a técnica precisa ser individualizada?
Entre as possibilidades cirúrgicas estão a inversão peniana e, em situações específicas, a utilização do peritônio. A definição da técnica depende de diferentes fatores e precisa considerar a segurança do procedimento, as condições anatômicas e os objetivos discutidos durante a avaliação médica.
Isso significa que uma técnica não deve ser aplicada da mesma forma para todas as pessoas. O planejamento precisa ser construído para aquela paciente, com clareza sobre possibilidades, limitações e cuidados necessários.
Profundidade não deve ser tratada como competição
A profundidade da neovagina costuma gerar muitas dúvidas. Entretanto, ela não deve ser analisada como um número isolado ou como uma medida que precisa ser igual para todas as pacientes.
O resultado precisa ser avaliado dentro de um conjunto que inclui anatomia, função, segurança, disponibilidade de tecidos, cicatrização e objetivos individuais. A qualidade do acompanhamento também influencia diretamente a evolução do pós-operatório.
Sensibilidade e função sexual
A preservação das estruturas nervosas e vasculares relacionadas à sensibilidade faz parte do planejamento cirúrgico. Durante a construção do clitóris, busca-se manter essas estruturas viáveis e funcionais.
Como em qualquer cirurgia, a resposta do organismo e a recuperação variam de uma pessoa para outra. Por isso, é importante trabalhar com expectativas realistas e compreender que não existe promessa de resultado idêntico para todas as pacientes.
A cirurgia não termina no centro cirúrgico
O pós-operatório é parte essencial do tratamento. A cicatrização, a dilatação orientada pela equipe, o acompanhamento médico e o manejo de possíveis intercorrências precisam ser considerados desde antes da cirurgia.
Informação, preparação e acompanhamento ajudam a paciente a compreender cada etapa e a participar do processo de recuperação com mais segurança.
Informação médica clara também é cuidado
Ao abordar o tema na Band, o Dr. Ailton reforça a importância de ampliar o acesso a informações responsáveis sobre cirurgia de afirmação de gênero. Falar sobre técnicas, cuidados, limitações e recuperação ajuda a reduzir desinformação e permite que decisões sejam tomadas com mais consciência.
A reportagem completa está disponível no portal da Band.
Leia a matéria completa na Band:
https://www.band.com.br/band-vale/noticias/ailton-fernandes-detalha-como-funciona-a-vaginoplastia-em-mulheres-trans-202608130930
Este conteúdo possui caráter informativo. A indicação cirúrgica e a definição da técnica dependem de avaliação médica individualizada.